Comida Ecológica nas Ilhas Canárias

Ilhas Canárias

Novembro 2006

Mais um parte da minha vida que gostaria de compartilhar com vocês, um dos momentos mais significativos, quando pisei na primeira ilha a maior delas Tenerife, eu já era pai e não sabia. Ficamos hospedados uns 3 dias antes de ir para minha morada de inverno, Lanzarote. 

Escalei o Vulcão Teide (3817m) com minha filha Olivia, mas ela estava na barriga da mãe e ninguém sabia. Foi uma caminhada incrível, cheiro de enxofre por todo lado, a sensação é que ele vai explodir a qualquer momento. 

Antes de falar desta experiência quero falar sobre uma experiência que me levou até as Ilhas Canárias. Esgotamento psicológico familiar, sim, eu morava com a minha sogra, ela era minha chef e para piorar meu sogro também era meu patrão. Tive 3 chefs na minha vida profissional que admiro:

Juliet

Gerente da Loja de Sanduíches e sucos naturais, Mongeout, aprendi a como gerenciar uma empresa com mãos de ferro.

Nick Wood

Trabalhei como gerente na sua loja de Sucos Fruit Boost em Chester, uma cidade super simpática ao sul de Liverpool, o que mais me marcou foi controle os custos para controlar o lucro.

Nicky

Minha ex sogra, fui gerente e chef de cozinha do Hotel Rural dela, chamava  Hacienda San Jose, no sul da Espanha.

Depois de 2 anos abri meu próprio SPA nesta linda propriedade até que foi vendido e virei vendedor de frutas congeladas para sucos detox nos bares de Mijas a Estepona. Depois disso ou junto a isso, comecei o site Comida Ecológica, o que me trouxe de volta ao Brasil.

Gratidão eterna a Nicky, que me ensinou tantas coisas que eu não poderia listar aqui.

Vamos falar de James o proprietário do SPA Winter sun Retreats nas Ilhas Canárias. Este post vai ser sobre esta experiência, vou listar tudo que aprendi com este jovem empresário que se um dia eu encontrasse com ele , diria, me perdoe por ter sido um autêntico babaca.

 Antes de começar a a descrever o que aprendi nas ilhas canárias já vou direto ao mais importante, foi neste SPA que eu fui resenhado pelo Jornal Inglês The Times como Expert em Alimentação Viva.

Agora, da resenha no The Times a tudo que rolou, nestes 3 meses daria um livro.

Então vou ser mais direto, a segunda coisa mais importante, minha ingratidão e imaturidade, que até hoje não sei, se já me perdoei. 

Sabe quando você trabalha para uma pessoa completamente maluca mas que a maluquice dela é ser fora dos padrões. Ou seja ele era maluco ou ele era fora da caixa? Quando a loucura de alguém te incomoda existe duas razões:

a) O louco é igual a você mas ele escolheu concretizar algo que você não conseguiu.

b) Você é igual ao louco e ele está jogando isso na cara sua cara o tempo todo. 

Sendo assim, quando alguém te irrita muito, existe uma possibilidade muito grande desta pessoas estar te mostrando quem você é de fato e isso te irrita.

James era sim maluco, fora da caixa, fora dos padrões, até então tudo bem. Era um cara complicado mas ele me apresentou uma das possibilidades mais incríveis de crescer profissionalmente e eu não soube aproveitar, foquei no pior dele e não aproveitei o melhor.

Me arrependo até hoje, pois tinha um estoque absurdo de ingredientes, do mundo inteiro, para criar novas receitas, equipamentos que nunca tinha visto e ao invés de aproveitar eu ficar reclamando que ele era maluco.

Uma das lições de vida que mais lembro, eu aprendi neste trabalho, quando a situação estiver muito ruim, respeite e tente encontrar o que há de positivo, aproveite esta parte e não dê energia ao que não tem. 

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Living Food Expert 

Agora vamos a uma das histórias que mais me abriram portas, na minha carreira. Afinal ser resenhado por um Jornal Britânico não é para qualquer CHEF. 

Logo que cheguei em Lanzarote, o SPA abriu as portas para o público, os primeiros clientes, 3 jornalistas e 3 clientes. Por tristeza do destino, justo nesta primeira semana, todo o carregamento de comida e equipamentos não tinha chegado ainda. Ou seja tinhas 15 bocas para alimentar e nenhum equipamento. Minha Thermomix salvou a pátria, era o único equipamento de cozinha que tínhamos. Nada de castanhas, nada de óleos, nada de especiarias, apenas vegetais que o dono do SPA trazia toda segunda-feira. O dono do empreendimento, simplesmente surtou, ele era muito novo e não soube lidar com o imprevisto, a companheira dele surtou e não saia do quarto e ele teve que escutar reclamações todos os dias dos clientes e dos funcionários que não tinha comida. Ele saia para fazer compras e voltava com 100g de castanhas para o almoço para todos que estavam internado no SPA e os funcionários. 

Claro que a comida não foi nem de perto,  o que poderíamos fazer e todos tiveram que lidar com o que tínhamos para comer. O pior de tudo foi que 2 dias depois de todos os jornalistas sairem do SPA chegaram 2 containers de comidas e equipamentos.

Nem preciso dizer que as resenhas destruíram o empreendimento, o que era para ser uma propaganda gratuita, virou um pesadelo, quando chegava os jornais impressos, todos ficavam tristes com os comentários. A jornalista do The Times foi a única que disse algo sobre os funcionários, todos os outros 2, The Guardian e o outro não lembro qual era, só falaram mal do SPA de inverno nas Ilhas Canárias. 

Por incrível que pareça, os Jornais ajudaram a trazer vários inscritos. Pessoas vinham em busca de condições "espartanas" descritas nos jornais. Os clientes buscavam justo que estava descrito nas resenhas, condições duras e pouca comida. Isso foi bom, pois era triste ver o olhar de desespero de James todos os dias.

Quando chegaram os ingredientes e todos os equipamentos foi um choque de realidade, nunca tinha visto tanta coisa, era 2 containers de navio, lotados de coisas. Máquina de extração a frio de óleo de castanhas, todos os tipos de máquinas de sucos e liquidificadores super diferentes. 

Foi servido mousse de chocolate com folhas de ouro, somente 10 anos depois, vi isso sendo servido em Dubai. O que aprendi em 3 meses de trabalho mudaram minha vida e eu teria feito tudo isso gratuitamente. Oportunidades como esta mudam tudo e saber aproveitar é o mais importante.

O que mais me arrependo foi o fato de não ter aproveitado ainda mais todos os equipamentos, tipos de comidas malucas, ao  invés disso, ficava de mimimi pelos cantos. Sempre que começo um curso meu presencial conto esta história aos meus alunos, pois sei que sempre irão existir problemas, mas também sempre teremos oportunidades positivas, o que vamos fazer com elas é o que vai nos definir como homens e mulheres que crescem a cada dia ou escolhe reclamar do que não tem. 

Não foi fácil chegar onde cheguei, quando estava nesta viagem perdi meu avó, uma das pessoas que mais amei na vida. Uma pessoa que me inspirava a felicidade e a leveza. Perdê-lo e nem podemos me despedir foi muito triste. Sofri muito, aprendi muito, cresci muito, desde o dia que escolhi morar em outro país, mas não foi fácil passar pelo que passei. 

Todos os alunos irão receber um site no último dia do curso, com lista de envio de emails e ebook  para começar a capturar emails e conectar suas postagens nas redes socias

imagens by ©AlexandreSocci

https://www.civitatis.com/pt/lanzarote/

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About the author

Daniel Francisco de Assis

Engenheiro Ambiental pela PUC-Rio Chef de Cozinha Viva Vegana Detox Coordenador do Projeto Comida Ecológica Presidente do Instituto Ecológico Autor do Livro Suco Vivo Estudante da Alimentação Viva a mais de 15 anos, já trabalhou nos mais renomados centros de Detox e SPAs da Europa. Já administrou programas detox na Espanha, Inglaterra, Bahamas, Emirados Árabes, EUA e em quase todos os estados do Brasil.


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