Azeites reprovados pelo Ministério da Agricultura

 

Você sabe identificar um azeite de oliva de qualidade? Para ajudá-lo nessa tarefa, o Bom Gourmet entrevistou Flávio Bin, gerente da importadora Porto a Porto, que deu dicas de como escolher um azeite de oliva na gôndola do supermercado. Ele indicou cinco fatores que precisam ser analisados na hora da compra: origem, validade, idade, local de envase e acidez.

VEJA A LISTA DOS APROVADOS E REPROVADOS PELO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Todo cuidado é pouco, já que o azeite é um dos produtos que nos últimos tempos mais sofreu com supostas fraudes e irregularidades. Nesta quarta (12), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontou que um terço (33%) das amostras de azeite de oliva coletadas nos últimos dois anos no Brasil são irregulares. Ao todo estavam com problemas 45 marcas de azeite das 140 coletadas, em 12 estados e no Distrito Federal. No total foram 207.579 litros de azeites com problemas, do total de 322.329 analisados (veja a lista dos aprovados e dos reprovados).

No começo de abril, a Anvisa proibiu a venda da marca paulista Olivenza por excesso de iodo, enquanto poucas semanas antes a associação Proteste havia apontado fraude em cinco produtos. Outro teste de qualidade, realizado em setembro de 2016 pela mesma associação, também havia encontrado oito produtos adulterados.

Acidez

A porcentagem de peróxidos, índice que determina a acidez do produto, é geralmente a informação levada em consideração pelos consumidores na hora de comprar um azeite. Na classificação, mercadorias que apresentam até 0,8% de acidez são consideradas azeites extravirgens, os de melhor qualidade e geralmente mais caros; de 0,8% a 2% são azeites virgens; e acima de 2% são considerados refinados. Mas só a acidez não garante a qualidade do azeite de oliva. Outros fatores também devem ser analisados no rótulo.

Idade e validade

Segundo Bin, o primeiro passo é escolher uma loja ou local de venda que tenha um bom fluxo de vendas. Dessa forma, as chances de o produto ficar muito tempo parado nas gôndolas é menor. Isso porque quanto mais novo o azeite, melhor será a qualidade dele. O processo é o inverso do que acontece com os vinhos, como atesta o ditado italiano “vino vecchio, olio nuovo” (vinho velho, azeite novo). Por isso, é bom prestar atenção na data de validade do azeite, que geralmente é de dois anos. Se ela estiver muito próxima, quer dizer que o azeite provavelmente não terá um sabor fenomenal.

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Origem e envase

Outra característica importante é a origem do produto. “Conhecer o produtor é um sinal de qualidade”, diz o gerente. Além disso, o local de envase do azeite também é relevante para saber se o produto é de qualidade. Ele precisa ser o mesmo lugar da produção, de modo que o azeite seja engarrafado logo após ser produzido. “Se demorar demais ele pode ir oxidando e aumentar a acidez do azeite”, explica Bin. A oxidação confere ao azeite um sabor metálico, avinagrado ou de ranço.

 

 

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