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Dieta viva é segura?

DIETAS VEGANAS CRUDÍVORAS
11/20/2014 0 Comments

Texto retirado de um site português, ou seja, vai achar algumas palavras sendo usadas de uma forma estranha.

Por Jack Norris (dietista, co-autor do livro Vegan for Life, co-fundador da organização Vegan Outreach)

Introdução
O crudivorismo é a filosofia segundo a qual a maior parte ou toda a dieta de uma pessoa deve ser composta por comida não cozinhada. As dietas crudívoras são geralmente veganas e o crudivorismo vegano será o foco deste artigo. Pelo que percebo, a tendência nos meios crudívoros nos últimos anos tem sido dar enfase ao consumo de pelo menos 80% da tua comida crua (por volume), em vez de 100%.

Fui crudívoro nos meus vinte e tal anos
Em 1993, interessei-me por crudivorismo. Tinha estado a ter cáries nos dentes com considerável regularidade durante os anos anteriores e um dos meus colegas de trabalho num armazém de distribuição de uma cooperativa de comida natural disse-me que as cáries eram causadas pelo facto de eu comer a minha comida num estado não natural. Ele chamou-me a atenção para o facto de os animais selvagens não cozinharem a sua comida e não ficarem com cáries.
Por volta da mesma altura, conheci um casal que estava bastante interessado por crudivorismo e eles introduziram-me a muita bibliografia e deram-me apoio moral. Tal como eu, eles também eram defensores dos animais, e eram também bastante dinâmicos e activos, portanto eles foram modelos aliciantes para mim.
Desde o Outono de 1993 até 1995, eu comi 90% dos meus alimentos crus. Li também todo e qualquer livro e artigo sobre crudivorismo que conseguisse encontrar. Estes continham história atrás de história sobre pessoas a curarem as suas doenças cardíacas, diabetes, cancro, e outras doenças através dos alimentos crus.
A dieta absolutamente fazia sentido. Uma vez que os humanos são os únicos animais que cozinham a sua comida, teríamos de estar melhor a comer uma dieta mais natural de alimentos crus… não teríamos?
Não correu assim tão bem comigo. Para começar, eu tenho gordura corporal baixa, e com a dieta crudívora perdi 4,5 quilos. Como halterofilista regular, notei que a minha força declinou consideravelmente. Apanhei constipações com frequência (algumas pessoas dizem que isso é o corpo a desintoxicar; uma explicação mais plausível é que eu não estava a comer proteína suficiente para prevenir infecções). Eu estava obcecado com comida e a querer comer comida cozinhada. O casal que me orientou também estava a ter dificuldades com a dieta.
Finalmente tive de admitir que não estava a funcionar e lentamente voltei a habituar-me aos alimentos cozinhados. Embora tenha tentado resistir, a minha dieta foi-se tornando mais cozinhada todo o tempo. Desde 1997 eu tenho comido a maior parte da minha comida cozinhada.
A experiência virou-me para a ciência, tendo passado a confiar mais em pesquisas científicas publicadas e muito menos em teorias populares e relatos anedóticos. À medida que fui lendo mais ciência nutricional convencional, tornou-se claro que muitas das afirmações feitas pelos crudívoros não eram verdadeiras.

História dos alimentos cozinhados
Alguns crudívoros dizem que os humanos só cozinharam os alimentos durante um período relativamente curto da nossa História. No seu artigo de 2003, Cooking as a Biological Trait [Cozinhar como uma peculiaridade biológica], os antropólogos da Universidade de Harvard, Richard Wrangham e Nancy Lou Conklin-Brittain, mencionam investigações que demonstram que: “Cozinhar é, portanto, largamente aceite desde há pelo menos 250,000 anos atrás.” (3) Alguns indícios sugerem 1,6 milhões de anos atrás. Eles também defendem que são necessários apenas 5,000 anos ou menos para o corpo humano se adaptar a diferentes métodos de se alimentar. O que se conclui é que os humanos têm estado a cozinhar há tempo suficiente para se terem adaptado a uma dieta de alimentos cozinhados. Isto poderá explicar o porquê de tantas pessoas que tentaram o crudivorismo não terem sido bem-sucedidas.
A teoria de Richard Wrangham, de que foi o acto de cozinhar os alimentos que possibilitou aos antepassados primitivos dos humanos desenvolverem cérebros grandes é examinada na edição de 15 de Junho de 2007 da revista Science (Food for Thought: Did the first cooked meals helped fuel the dramatic evolutionary expansion of the human brain? [Alimento para o Pensamento: Terão as primeiras refeições cozinhadas ajudado a estimular o aumento evolucionário drástico do cérebro humano?]). Ao cozinhar os alimentos, fomos capazes de os tornarmos mais digestíveis (ao decompor-se a fibra vegetal e o tecido muscular) e portanto de comermos mais calorias com menos esforço digestivo, resultando num sistema digestivo mais pequeno e em mais energia para desenvolvermos os nossos cérebros.
Um artigo de 2010, Chew on this: thank cooking for your big brain [Rumina sobre isto: agradece ao processo de cozinhar pelo teu cérebro grande], também debate o trabalho de Wrangham. Eles sugerem que os dentes molares mais pequenos do Homo erectus e do Homo sapiens possam ser consequência de se cozinhar os alimentos.

Os alimentos cozinhados são tóxicos?
Alguns crudívoros afirmam que a comida cozinhada é tóxica ou venenosa. Um bom artigo que examina esta questão é, A Comida Cozinhada é Veneno?, por Jean-Louis Tu, que conclui:

Cozinhar cria algumas toxinas, e neutraliza outras. Todas as plantas têm pelo menos alguma quantidade de “pesticidas da natureza.” Não existe tal coisa como uma dieta livre de toxinas. Dentro de uma gama de consumo normal, as toxinas resultantes de técnicas de cozinhar moderadas podem ser controladas sem perigo pelos mecanismos normais do corpo, e não parecem aumentar a incidência de doenças degenerativas.

Cozinhar tem tanto consequências negativas como positivas. Cozinhar, especialmente durante períodos longos, pode danificar algumas vitaminas. Cozer, e cozinhar ao vapor, faz com que algumas vitaminas e minerais saiam para fora dos alimentos. Químicos que se pensa que causam cancro são formados quando os alimentos são queimados ou quando os óleos são aquecidos acima do ponto de fumaça. Fritar os alimentos numa fritadeira faz com que se formem gorduras trans.
Quanto a vantagens, cozinhar decompõe componentes dos alimentos que de outro modo prenderiam os minerais e impediriam a sua absorção. Pode suavizar a fibra, o que permite que sejam consumidos mais alimentos. Cozinhar torna alguns nutrientes, como o betacaroteno e outros antioxidantes, disponíveis para uma absorção fácil. Cozinhar desnatura as proteínas, essencialmente espalmando-as, o que pode ajudar a digestão. Cozinhar desestabiliza componentes tóxicos de alguns alimentos, como as propriedades promotoras do bócio dos brócolos. Faz com sejam mais comestíveis que muitos alimentos. Cozinhar pode reduzir as reacções alérgicas causadas por certos alimentos (5).
Embora a fibra seja uma coisa boa, e a maior parte dos americanos devesse comer mais fibra, algumas dietas veganas podem ter quantidades muito elevadas de fibra. A fibra fornece muito pouca energia, ao mesmo tempo que te enche por completo, e os veganos com necessidades energéticas mais elevadas podem beneficiar de consumirem uma percentagem elevada de alimentos cozinhados. Por outro lado, pessoas que querem perder peso podem se favorecer ao aumentarem o seu consumo de alimentos crus, ricos em fibra.

Enzimas
As enzimas digestivas ajudam a decompor as ligações moleculares nos alimentos. Alguns crudívoros afirmam que comer alimentos crus aumenta a esperança de vida porque os alimentos crus contêm enzimas digestivas que digerem os alimentos e evitam que o corpo use energia para criar as suas próprias enzimas digestivas. Alguns dizem que o corpo tem uma capacidade limitada para produzir enzimas e que uma vez que essa capacidade tenha sido esgotada, tu morres.
Os ácidos do estômago destroem a maior parte das enzimas dos alimentos crus antes que estas possam fazer grande coisa para digerirem os alimentos. Para mais detalhes sobre as enzimas e os alimentos crus, vê, Do “Food Enzimes” Significantely Enhace Digestive Efficiency and Longevety? [As “Enzimas dos Alimentos” Melhoram Significativamente o Bom Funcionamento Digestivo e a Longevidade?].
Em vez de dizer que as pessoas vão morrer devido a uma falta de enzimas digestivas, é provavelmente mais correcto dizer que a sua habilidade para digerir alimentos vai diminuir com o passar do tempo à medida que a sua habilidade para produzir enzimas digestivas diminuir. No link no parágrafo anterior, o autor refere que há muitos outros processos fisiológicos que têm mais a ver com o corpo a envelhecer do que com uma falta de produção de enzimas.

O crudivorismo é saudável?
Poucos estudos examinaram qual é a percentagem de alimentos crus que irá prevenir o máximo de doenças, e não há estudos que messam a taxa de doenças dos crudívoros.
Muitas pessoas que tentaram dietas crudívoras, como eu, não se deram bem, enquanto outras parecem mais saudáveis, como o culturista Giacomo Marchese.
Os veganos crudívoros devem prestar atenção às recomendações para todas as dietas veganas, que estão resumidas na tabela, Recomendações Diárias para Veganos Adultos.
Os crudívoros devem assegurar-se de que obtêm vitamina B12 suficiente, e não devem fiar-se em fontes naturais tais como algas marinhas ou alimentos fermentados. Na secção Veganos Crudívoros de Vitamina B12: Estás a apanhar?, podem ser lidos estudos que mostram que os crudívoros têm um estado pobre de vitamina B12.
Uma preocupação importante em relação às dietas crudívoras diz respeito à saúde óssea. O estudo mais importante até à data sobre a saúde óssea vegana verificou que os veganos têm uma taxa mais elevada de fracturas se não consumirem pelo menos 525 mg de cálcio por dia (vê aqui). Eu recomendo vivamente que os veganos, incluindo os crudívoros, obtenham pelo menos 700 mg de cálcio por dia (a Dose Diária Recomendada é de 1,000 mg para adultos com menos de 50 anos; 1,300 mg para os adultos com mais de 50 anos). Num estudo de 2005, os crudívoros estavam a consumir uma média de 579 mg de cálcio por dia e tinham uma média de densidade óssea de minerais inferior à de um grupo de controlo de não vegetarianos (2).
Além de o consumo de cálcio possivelmente ser um problema para os ossos, as mulheres crudívoras frequentemente têm uma gordura corporal tão abaixo do nível normal que não produzem estrogénio suficiente para continuarem a menstruar, um problema associado a uma má saúde óssea. Um estudo de 1999 verificou que 30% das mulheres crudívoras devem assegurar-se de que estão a consumir calorias suficientes para prevenirem a amenorreia (1). A proteína pode ser um problema para muitos crudívoros. O aminoácido lisina é bastante limitado nos alimentos vegetais com excepção das leguminosas, e as leguminosas geralmente não são consumidas em grandes quantidades nas dietas crudívoras. A ideia de que a proteína é importante é frequentemente troçada nos meios veganos e crudívoros, mas a deficiência de proteína moderada a longo prazo, poderá ter um impacto nos ossos e possivelmente noutros tecidos importantes. Se és um vegano crudívoro que consome menos de 100% de alimentos crus, talvez possas querer incluir bastantes leguminosas como os teus alimentos cozinhados.
Finalmente, a razão pela qual eu originalmente me interessei pelo crudivorismo, para prevenir as cáries, revelou-se sem grande mérito – um estudo de 1999 verificou que os crudívoros tinham significativamente mais desgastes dentários do que um grupo de controlo (4). Não se comendo quantidades excessivas de fruta desidratada ou de citrinos, e prestando-se uma cuidadosa atenção à higiene dentária, este problema possivelmente poderia ser prevenido.

Ortorexia
A Ortorexia é uma preocupação para pessoas que consideram que os alimentos cozinhados e/ou processados são tóxicos. Ortorexia é um termo criado por Steven Bratman, MD, para descrever um distúrbio alimentar caracterizado por um foco excessivo no consumo de alimentos saudáveis. Em casos raros, pode levar à malnutrição grave ou até à morte. Aqui estão dois clips de um episódio do 20/20 sobre ortorexia que deveriam ser vistos por qualquer pessoa que esteja a considerar o crudivorismo ou mesmo uma dieta 100% à base de produtos integrais.

Parte 1
Parte 2

BeyondVeg.com
Para mais informação, o BeyondVeg.com (um site que apresenta uma crítica do dogma vegano crudívoro) criou uma lista de estudos e sumários revistos por pares sobre dietas crudívoras.

Becoming Raw
Para pessoas que querem ser crudívoras, o livro Becoming Raw, de Brenda Davis, RD e Vesanto Melina, MS RD, é uma excelente fonte de informação.

Referências

1. Koebnick C, Strassner C, Hoffmann I, Leitzmann C. Consequences of a long-term raw food diet on body weight and menstruation: results of a questionnaire survey. Ann Nutr Metab. 1999;43(2):69-79. PubMed PMID: 10436305.

2. Fontana L, Shew JL, Holloszy JO, Villareal DT. Low bone mass in subjects on a long-term raw vegetarian diet. Arch Intern Med. 2005 Mar 28;165(6):684-9. PubMed PMID: 15795346.

3. Wrangham R, Conklin-Brittain N. Cooking as a biological trait. Comp Biochem Physiol A Mol Integr Physiol. 2003 Sep;136(1):35-46. Review. PubMed PMID: 14527628.

4. Ganss C, Schlechtriemen M, Klimek J. Dental erosions in subjects living on a raw food diet. Caries Res. 1999;33(1):74-80. PubMed PMID: 9831783. (Abstract)

5. Verma AK, Kumar S, Das M, Dwivedi PD. Impacto of Thermal Processing on Legume Allergens. Plant Foods Hum Nutr. 2012 Dec 7. (Abstract) | link

Tradução: Nuno Metello
Artigo traduzido com a permissão do autor.
Original: http://www.veganhealth.org/articles/cooking

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DIETAS VEGANAS CRUDÍVORAS
11/20/2014 0 Comments

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Por Jack Norris (dietista, co-autor do livro Vegan for Life, co-fundador da organização Vegan Outreach)

Introdução
O crudivorismo é a filosofia segundo a qual a maior parte ou toda a dieta de uma pessoa deve ser composta por comida não cozinhada. As dietas crudívoras são geralmente veganas e o crudivorismo vegano será o foco deste artigo. Pelo que percebo, a tendência nos meios crudívoros nos últimos anos tem sido dar enfase ao consumo de pelo menos 80% da tua comida crua (por volume), em vez de 100%.

Fui crudívoro nos meus vinte e tal anos
Em 1993, interessei-me por crudivorismo. Tinha estado a ter cáries nos dentes com considerável regularidade durante os anos anteriores e um dos meus colegas de trabalho num armazém de distribuição de uma cooperativa de comida natural disse-me que as cáries eram causadas pelo facto de eu comer a minha comida num estado não natural. Ele chamou-me a atenção para o facto de os animais selvagens não cozinharem a sua comida e não ficarem com cáries.
Por volta da mesma altura, conheci um casal que estava bastante interessado por crudivorismo e eles introduziram-me a muita bibliografia e deram-me apoio moral. Tal como eu, eles também eram defensores dos animais, e eram também bastante dinâmicos e activos, portanto eles foram modelos aliciantes para mim.
Desde o Outono de 1993 até 1995, eu comi 90% dos meus alimentos crus. Li também todo e qualquer livro e artigo sobre crudivorismo que conseguisse encontrar. Estes continham história atrás de história sobre pessoas a curarem as suas doenças cardíacas, diabetes, cancro, e outras doenças através dos alimentos crus.
A dieta absolutamente fazia sentido. Uma vez que os humanos são os únicos animais que cozinham a sua comida, teríamos de estar melhor a comer uma dieta mais natural de alimentos crus… não teríamos?
Não correu assim tão bem comigo. Para começar, eu tenho gordura corporal baixa, e com a dieta crudívora perdi 4,5 quilos. Como halterofilista regular, notei que a minha força declinou consideravelmente. Apanhei constipações com frequência (algumas pessoas dizem que isso é o corpo a desintoxicar; uma explicação mais plausível é que eu não estava a comer proteína suficiente para prevenir infecções). Eu estava obcecado com comida e a querer comer comida cozinhada. O casal que me orientou também estava a ter dificuldades com a dieta.
Finalmente tive de admitir que não estava a funcionar e lentamente voltei a habituar-me aos alimentos cozinhados. Embora tenha tentado resistir, a minha dieta foi-se tornando mais cozinhada todo o tempo. Desde 1997 eu tenho comido a maior parte da minha comida cozinhada.
A experiência virou-me para a ciência, tendo passado a confiar mais em pesquisas científicas publicadas e muito menos em teorias populares e relatos anedóticos. À medida que fui lendo mais ciência nutricional convencional, tornou-se claro que muitas das afirmações feitas pelos crudívoros não eram verdadeiras.

História dos alimentos cozinhados
Alguns crudívoros dizem que os humanos só cozinharam os alimentos durante um período relativamente curto da nossa História. No seu artigo de 2003, Cooking as a Biological Trait [Cozinhar como uma peculiaridade biológica], os antropólogos da Universidade de Harvard, Richard Wrangham e Nancy Lou Conklin-Brittain, mencionam investigações que demonstram que: “Cozinhar é, portanto, largamente aceite desde há pelo menos 250,000 anos atrás.” (3) Alguns indícios sugerem 1,6 milhões de anos atrás. Eles também defendem que são necessários apenas 5,000 anos ou menos para o corpo humano se adaptar a diferentes métodos de se alimentar. O que se conclui é que os humanos têm estado a cozinhar há tempo suficiente para se terem adaptado a uma dieta de alimentos cozinhados. Isto poderá explicar o porquê de tantas pessoas que tentaram o crudivorismo não terem sido bem-sucedidas.
A teoria de Richard Wrangham, de que foi o acto de cozinhar os alimentos que possibilitou aos antepassados primitivos dos humanos desenvolverem cérebros grandes é examinada na edição de 15 de Junho de 2007 da revista Science (Food for Thought: Did the first cooked meals helped fuel the dramatic evolutionary expansion of the human brain? [Alimento para o Pensamento: Terão as primeiras refeições cozinhadas ajudado a estimular o aumento evolucionário drástico do cérebro humano?]). Ao cozinhar os alimentos, fomos capazes de os tornarmos mais digestíveis (ao decompor-se a fibra vegetal e o tecido muscular) e portanto de comermos mais calorias com menos esforço digestivo, resultando num sistema digestivo mais pequeno e em mais energia para desenvolvermos os nossos cérebros.
Um artigo de 2010, Chew on this: thank cooking for your big brain [Rumina sobre isto: agradece ao processo de cozinhar pelo teu cérebro grande], também debate o trabalho de Wrangham. Eles sugerem que os dentes molares mais pequenos do Homo erectus e do Homo sapiens possam ser consequência de se cozinhar os alimentos.

Os alimentos cozinhados são tóxicos?
Alguns crudívoros afirmam que a comida cozinhada é tóxica ou venenosa. Um bom artigo que examina esta questão é, A Comida Cozinhada é Veneno?, por Jean-Louis Tu, que conclui:

Cozinhar cria algumas toxinas, e neutraliza outras. Todas as plantas têm pelo menos alguma quantidade de “pesticidas da natureza.” Não existe tal coisa como uma dieta livre de toxinas. Dentro de uma gama de consumo normal, as toxinas resultantes de técnicas de cozinhar moderadas podem ser controladas sem perigo pelos mecanismos normais do corpo, e não parecem aumentar a incidência de doenças degenerativas.

Cozinhar tem tanto consequências negativas como positivas. Cozinhar, especialmente durante períodos longos, pode danificar algumas vitaminas. Cozer, e cozinhar ao vapor, faz com que algumas vitaminas e minerais saiam para fora dos alimentos. Químicos que se pensa que causam cancro são formados quando os alimentos são queimados ou quando os óleos são aquecidos acima do ponto de fumaça. Fritar os alimentos numa fritadeira faz com que se formem gorduras trans.
Quanto a vantagens, cozinhar decompõe componentes dos alimentos que de outro modo prenderiam os minerais e impediriam a sua absorção. Pode suavizar a fibra, o que permite que sejam consumidos mais alimentos. Cozinhar torna alguns nutrientes, como o betacaroteno e outros antioxidantes, disponíveis para uma absorção fácil. Cozinhar desnatura as proteínas, essencialmente espalmando-as, o que pode ajudar a digestão. Cozinhar desestabiliza componentes tóxicos de alguns alimentos, como as propriedades promotoras do bócio dos brócolos. Faz com sejam mais comestíveis que muitos alimentos. Cozinhar pode reduzir as reacções alérgicas causadas por certos alimentos (5).
Embora a fibra seja uma coisa boa, e a maior parte dos americanos devesse comer mais fibra, algumas dietas veganas podem ter quantidades muito elevadas de fibra. A fibra fornece muito pouca energia, ao mesmo tempo que te enche por completo, e os veganos com necessidades energéticas mais elevadas podem beneficiar de consumirem uma percentagem elevada de alimentos cozinhados. Por outro lado, pessoas que querem perder peso podem se favorecer ao aumentarem o seu consumo de alimentos crus, ricos em fibra.

Enzimas
As enzimas digestivas ajudam a decompor as ligações moleculares nos alimentos. Alguns crudívoros afirmam que comer alimentos crus aumenta a esperança de vida porque os alimentos crus contêm enzimas digestivas que digerem os alimentos e evitam que o corpo use energia para criar as suas próprias enzimas digestivas. Alguns dizem que o corpo tem uma capacidade limitada para produzir enzimas e que uma vez que essa capacidade tenha sido esgotada, tu morres.
Os ácidos do estômago destroem a maior parte das enzimas dos alimentos crus antes que estas possam fazer grande coisa para digerirem os alimentos. Para mais detalhes sobre as enzimas e os alimentos crus, vê, Do “Food Enzimes” Significantely Enhace Digestive Efficiency and Longevety? [As “Enzimas dos Alimentos” Melhoram Significativamente o Bom Funcionamento Digestivo e a Longevidade?].
Em vez de dizer que as pessoas vão morrer devido a uma falta de enzimas digestivas, é provavelmente mais correcto dizer que a sua habilidade para digerir alimentos vai diminuir com o passar do tempo à medida que a sua habilidade para produzir enzimas digestivas diminuir. No link no parágrafo anterior, o autor refere que há muitos outros processos fisiológicos que têm mais a ver com o corpo a envelhecer do que com uma falta de produção de enzimas.

O crudivorismo é saudável?
Poucos estudos examinaram qual é a percentagem de alimentos crus que irá prevenir o máximo de doenças, e não há estudos que messam a taxa de doenças dos crudívoros.
Muitas pessoas que tentaram dietas crudívoras, como eu, não se deram bem, enquanto outras parecem mais saudáveis, como o culturista Giacomo Marchese.
Os veganos crudívoros devem prestar atenção às recomendações para todas as dietas veganas, que estão resumidas na tabela, Recomendações Diárias para Veganos Adultos.
Os crudívoros devem assegurar-se de que obtêm vitamina B12 suficiente, e não devem fiar-se em fontes naturais tais como algas marinhas ou alimentos fermentados. Na secção Veganos Crudívoros de Vitamina B12: Estás a apanhar?, podem ser lidos estudos que mostram que os crudívoros têm um estado pobre de vitamina B12.
Uma preocupação importante em relação às dietas crudívoras diz respeito à saúde óssea. O estudo mais importante até à data sobre a saúde óssea vegana verificou que os veganos têm uma taxa mais elevada de fracturas se não consumirem pelo menos 525 mg de cálcio por dia (vê aqui). Eu recomendo vivamente que os veganos, incluindo os crudívoros, obtenham pelo menos 700 mg de cálcio por dia (a Dose Diária Recomendada é de 1,000 mg para adultos com menos de 50 anos; 1,300 mg para os adultos com mais de 50 anos). Num estudo de 2005, os crudívoros estavam a consumir uma média de 579 mg de cálcio por dia e tinham uma média de densidade óssea de minerais inferior à de um grupo de controlo de não vegetarianos (2).
Além de o consumo de cálcio possivelmente ser um problema para os ossos, as mulheres crudívoras frequentemente têm uma gordura corporal tão abaixo do nível normal que não produzem estrogénio suficiente para continuarem a menstruar, um problema associado a uma má saúde óssea. Um estudo de 1999 verificou que 30% das mulheres crudívoras devem assegurar-se de que estão a consumir calorias suficientes para prevenirem a amenorreia (1). A proteína pode ser um problema para muitos crudívoros. O aminoácido lisina é bastante limitado nos alimentos vegetais com excepção das leguminosas, e as leguminosas geralmente não são consumidas em grandes quantidades nas dietas crudívoras. A ideia de que a proteína é importante é frequentemente troçada nos meios veganos e crudívoros, mas a deficiência de proteína moderada a longo prazo, poderá ter um impacto nos ossos e possivelmente noutros tecidos importantes. Se és um vegano crudívoro que consome menos de 100% de alimentos crus, talvez possas querer incluir bastantes leguminosas como os teus alimentos cozinhados.
Finalmente, a razão pela qual eu originalmente me interessei pelo crudivorismo, para prevenir as cáries, revelou-se sem grande mérito – um estudo de 1999 verificou que os crudívoros tinham significativamente mais desgastes dentários do que um grupo de controlo (4). Não se comendo quantidades excessivas de fruta desidratada ou de citrinos, e prestando-se uma cuidadosa atenção à higiene dentária, este problema possivelmente poderia ser prevenido.

Ortorexia
A Ortorexia é uma preocupação para pessoas que consideram que os alimentos cozinhados e/ou processados são tóxicos. Ortorexia é um termo criado por Steven Bratman, MD, para descrever um distúrbio alimentar caracterizado por um foco excessivo no consumo de alimentos saudáveis. Em casos raros, pode levar à malnutrição grave ou até à morte. Aqui estão dois clips de um episódio do 20/20 sobre ortorexia que deveriam ser vistos por qualquer pessoa que esteja a considerar o crudivorismo ou mesmo uma dieta 100% à base de produtos integrais.

Parte 1
Parte 2

BeyondVeg.com
Para mais informação, o BeyondVeg.com (um site que apresenta uma crítica do dogma vegano crudívoro) criou uma lista de estudos e sumários revistos por pares sobre dietas crudívoras.

Becoming Raw
Para pessoas que querem ser crudívoras, o livro Becoming Raw, de Brenda Davis, RD e Vesanto Melina, MS RD, é uma excelente fonte de informação.

Referências

1. Koebnick C, Strassner C, Hoffmann I, Leitzmann C. Consequences of a long-term raw food diet on body weight and menstruation: results of a questionnaire survey. Ann Nutr Metab. 1999;43(2):69-79. PubMed PMID: 10436305.

2. Fontana L, Shew JL, Holloszy JO, Villareal DT. Low bone mass in subjects on a long-term raw vegetarian diet. Arch Intern Med. 2005 Mar 28;165(6):684-9. PubMed PMID: 15795346.

3. Wrangham R, Conklin-Brittain N. Cooking as a biological trait. Comp Biochem Physiol A Mol Integr Physiol. 2003 Sep;136(1):35-46. Review. PubMed PMID: 14527628.

4. Ganss C, Schlechtriemen M, Klimek J. Dental erosions in subjects living on a raw food diet. Caries Res. 1999;33(1):74-80. PubMed PMID: 9831783. (Abstract)

5. Verma AK, Kumar S, Das M, Dwivedi PD. Impacto of Thermal Processing on Legume Allergens. Plant Foods Hum Nutr. 2012 Dec 7. (Abstract) | link

Tradução: Nuno Metello
Artigo traduzido com a permissão do autor.
Original: http://www.veganhealth.org/articles/cooking

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Novidades Ecológicas

Porque comemos apenas 0,06% das plantas comestíveis do planeta?

Por que só consumimos 0,06% das plantas comestíveis do planeta?

BBC
Das cerca de 300 mil espécies de plantas comestíveis que existem no planeta, consumimos menos de 1%

As feiras livres e quitandas de muitas cidades, não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina, são uma explosão de cores e sabores.

Formas estranhas e cheiros desconhecidos contribuem para uma variedade espantosa de verduras, frutas e legumes.

Mas, por mais variadas que possam parecer estas espécies e por mais próximas – uma ida ao supermercado do bairro basta para comprá-las – estes produtos representam apenas uma fração mínima das espécies que podemos comer.

Não é uma falha dos supermercados e feiras.

O fato é que das 400 mil espécies de plantas que existem no mundo, cerca de 300 mil são comestíveis. E, destas 300 mil, consumimos apenas cerca de 200.

E, a maioria das proteínas que consumimos e têm origem nas plantas vem de três cultivos: milho, arroz e trigo.

Tédio na vida sexual

Mas, se as opções são tantas, por que a humanidade se alimenta de apenas 0,06% das plantas comestíveis?

“Até agora, a explicação sugeria que fazemos isto para evitar o consumo de plantas tóxicas”, disse à BBC Mundo John Warrer, professor de botânica na Universidade de Aberystwyth, na Grã-Bretanha, e autor do livro A Natureza dos Cultivos.

Thinkstock
As orquídeas podem ser consideradas as ‘pervertidas’ do mundo vegetal, segundo Warren

Para Warren, o argumento não tem fundamento.

“Muitas das plantas que comemos são originalmente tóxicas, mas, com o passar do tempo, nós e outros animais encontramos formas de lidar com estes componentes tóxicos.”

O botânico se refere aos processos de domesticação que foram eliminando as substâncias venenosas nas plantas e também aos procedimentos como cozimento, que tornam uma planta digerível.

“Na verdade, fazemos isto pois escolhemos deliberadamente comer plantas que têm uma vida sexual muito tediosa”, afirmou.

A vida sexual previsível, segundo Warren, é o que garante o sucesso de uma planta como cultivo em larga escala.

E previsível, neste caso, significa uma planta que se reproduz por um mecanismo de polinização muito generalizado, que pode ser o vento ou os serviços de insetos como as abelhas.

Os dez mais

As orquídeas são exemplos mais óbvios na hora de explicar a razão de uma planta com vida sexual complexa não ser boa para ser domesticada.

“Elas são as pervertidas do mundo das plantas. Têm flores e hábitos sexuais estranhos”, diz Warren.

Existem cerca de 20 mil espécies de orquídeas, e muitas poderiam ser boas como alimentos. Mas, cultivamos apenas uma para o consumo: a orquídea da baunilha, cuja polinização, feita manualmente, é viável somente devido ao seu alto valor de mercado.

A razão pela qual não cultivamos mais orquídeas, segundo o professor, é “que elas têm uma vida sexual esquisita”.

Para se reproduzir, estas orquídeas devem ser polinizadas por uma espécie específica de inseto e, tanto este quanto a orquídea, dependem do outro para sobreviver.

Reuters
O milho está entre as dez lavouras mais importantes do mundo

Se as orquídeas forem cultivadas longe do habitat deste inseto, não produzirão sementes e fracassarão como cultivo.

Por isso, segundo Warren, acabamos com apenas “dez cultivos mais importantes do planeta (milho, trigo, arroz, batatas, mandioca, soja, batata-doce, sorgo, inhame e banana), que, em sua maioria, se polinizam com a ajuda do vento, sem necessidade de insetos”.

Abelhas

Se as plantas mais importantes para nossa dieta não dependem de insetos, outra pergunta que surge é: qual a razão de tanta preocupação com a queda global nas populações de abelhas, um dos principais agentes polinizadores?

EPA
Para Warren, o problema com as abelhas foi ‘exagerado’, já que apenas frutas comestíveis seriam atingidas

Na opinião de Warren, “o problema foi exagerado”.

“É importante, mas as abelhas não participam dos cultivos que nos dão calorias. Nenhum dos dez mencionados antes será afetado pela morte das abelhas.”

“Mas, se as abelhas morrem, as frutas serão afetadas – as maçãs, peras, morangos, por exemplo – e isto prejudicará a nossa ingestão de vitaminas, a qualidade de vida e piorará nossa saúde. Mas, não vamos morrer de fome”, acrescentou Warren.

O botânico acredita que é importante aumentar o número de espécies que cultivamos, e dá mais ênfase àquelas que exigem menos recursos.

“Nossa tendência é domesticar plantas muito nutritivas, mas que necessitam de muitos fertilizantes. Deveríamos cultivar novas plantas com sistemas nutritivos inferiores, porém mais sustentáveis no futuro”, afirmou.

E, ainda de acordo com Warren, diferentemente de nossos ancestrais, entendemos as dificuldades de cultivar plantas de vida sexual complexa e podemos superar estes obstáculos.

Reuters
Para Warren, no futuro devemos cultivar plantas de menor valor nutritivo, mas que precisam de menos fertilizantes

artigo original

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Novidades Ecológicas

Comida Ecológica em Dubai – Curso de Alimentação Viva

Sem dúvidas uma das experiências mais incríveis que já tive na vida, mas não pelos motivos tradicionais, não pelos prédios incríveis, pelos pontos turísticos de outro mundo, mas por conhecer as melhores especiarias do planeta, as melhores ervas e tâmaras que jamais provei.

Dubai produz alimentos no deserto com a água dessalinizada, imagina o custo? Os mercados tem comida do mundo inteiro, nunca vi tantos vegetais diferentes. Quando gravei este vídeo eu estava fazendo compras para um jantar na casa de um cliente que morava no 95º andar de um prédio de 120 andares.

Quando escutei sobre Dubai fui buscar no Google, poderia jurar que era de mentira. Nunca moraria em em uma cidade assim, mas amei conhecer. Até você ver, com os próprios olhos, é difícil de saber se as fotos são reais ou não.

Como foi minha viagem a Dubai?

Fui a convite de uma amiga de infância, Ana Garcia, ela tinha interesse em melhorar sua alimentação e de quebra ela estava olhando este universo da alimentação vegana como uma alternativa financeira. Ela trabalhava em Dubai e estava bem estabelecida mas era apaixonada por alimentação saudável. Depois que fui para Dubai, ela largou tudo, fez um curso de culinária viva nos EUA e está trabalhando como Personal RAW Chef e sua agenda está lotada.

Fiquei no total 3 semanas em Dubai, aluguei um carro e conheci muitos cantinhos super interessantes. Claro os Shopping Centers que são bizarros de grandes com até pista de esqui.  Loja de ouro lá é igual loja de pão de queijo em MG. Porém o que mais gostei foram as lojas de especiarias.

Nadei no mar quente do Golfo Pérsico, fiz uma travessia de 2km, via apenas blocos de concreto ao fundo e algas marinhas começando a povoar as  fissuras das "pedras". Tudo em Dubai é de mentira, ilhas, cachoeiras, lagos, rios. Tudo foi construído a partir de um grão de areia, literalmente, um grão de areia misturado com petróleo. 

O que fui fazer em Dubai?

Abrir portas. Sempre que sou chamado para ir a um lugar que nunca estive não coloco muitas condições.  Vejo o que está sendo oferecido, vejo se minha agenda não está em conflito com outros eventos e aceito sem perguntar muito.

Não tínhamos um plano definido, apenas pessoas que acreditavam no meu trabalho e achavam que naquele país muitas portas poderiam se abrir e todos envolvidos no projeto inicial poderiam beneficiar-se.

Sempre que vou para um lugar que nunca estive, tenho a estratégia de gerar 3 tipos de eventos:

Gratuito - totalmente grátis (normalmente uma palestra com algum tipo de degustação)

Simples - mais barato (quase sempre um curso mais básico, 4 a 6h de duração)

Completo - preço elástico ( pode ser um detox de 5 dias, um curso privado, várias possibilidades podem surgir neste 3º tipo de serviço)

Como foi feito?

Uma vez definido os 3 tipos de serviço eu defino as datas, normalmente sexta, sábado e domingo. Sendo que o mais completo eu deixo para domingo.

Claro que em Dubai eu tive outra estratégia como eu estaria lá por 3 semanas, minha idéia era que na última semana seria o meu serviço mais completo, 5 dias de Detox.

Tudo começou com uma palestra, mas o dia escolhido foi em uma quarta feira, pois todos que tinham sido contactados gostavam de sair no final de semana. Observe os hábitos culturais da cidade que está, da população, no seu entorno, um dos maiores erros que as pessoas comentem quando querem vender algo ou ajudar pessoas é não perguntarem antes duas coisas simples:

O que seu público precisa

Para quando ele precisa

Então começamos nossa divulgação, uma palestra super legal, com informações relevantes e uma degustação das "quase" melhores receitas, esta é a chave do que acredito ser a melhor estratégia para começar um empreendimento. 

Por que "quase melhores receitas"?

Simples, as melhores tem que ser quando as pessoas te contratam.

Nem sempre as coisas saem como planejado, estar preparado para o fracasso é tão importante quanto estar preparado para o sucesso e não posso dizer que foi um fracasso. A única coisa que não deu certo foi ministrar um detox no final da temporada em Dubai, mas foram ministrados:

- 3 cursos de culinária, um em inglês, um em espanhol e outro para brasileiros em Dubai;

- 1 jantar para duas clientes, foi super importante, pois abriu muitas outras portas;

- 1 almoço para 20 pessoas; o evento mais lucrativo de todos. 

Seja nosso aluno do Curso Chef Ecológico e conheça nossas dicas de como começar a empreender

O que aprendi nesta incrível viagem

Aprendi que os melhores restaurantes não estão a beira mar onde os turistas comem. Os melhores são onde os funcionários dos hotéis, operários frequentam; eles ficam deserto a dentro. São os verdadeiros restaurantes Indianos, Tailandeses, Marroquinos, além de serem super baratos são mais autênticos gastronomicamente falando. Comida de verdade assim como cada cultura está acostumada. 

Nunca durma do lado de fora, na varanda, para evitar o ar condicionado. Vai acordar cheio de areia do deserto e de quebra as 5am vai dar um pulo de susto quando a mesquista mais próxima começar as atividades. Eles tem os melhores e mais altos alto-falantes que já escutei na vida e não começam devagarinho, com um mantra, promovendo a meditação, o tom de abertura parece ser o mais alto. Dei um pulo que quase cai da varanda.

Não deixe de provar os mais de 30 tipos de tâmaras e traga pelo menos 50 dos 500 tipos de especiarias. Mas se fizer isso, traga em embalagens comerciais e lacradas ou o Ministério da Agricultura vai jogar tudo fora. 

O que mudou na minha carreira, por ter ido para Dubai?

Eu trouxe uma mala de temperos, usei eles por um ano. Comprei uma geladeira apenas para guardar os tantos temperos que trouxe. Em vários jantares gastronômicos que promovi pude apresentar sabores incríveis e inusitados e responder com todo orgulho, trouxe de Dubai. Gastronomia é entretenimento, as pessoas gostam de provar coisas malucas de outros países. Conhecer restaurantes internacionais autênticos para depois tentar copiá-los na versão saudável é outra quando coisa quando se provou a comida original. Bagagem gastronômica se adquire provando coisas e não lendo em livros.

Depoimentos dos meus alunos em Dubai

Daniel,
Adorei conhecer você e todos os seus ensinamentos!! Espero me tornar uma pessoa melhor a partir de agora. Você nos abriu os olhos. Até a volta! Em breve! Beijo. Paula S.

​Querido,
Adorei te conhecer; suas receitas são fantásticas!!
Mago dos potinhos!
Sucesso sempre!!
Mil beijos
Sabrina

Daniel, virei sua fã de carteirinha. Queria você todos os dias!!! Rssss. Adorei o grupo e sentirei saudades dessa turma mega dedicada.
Bjos e mais sucesso em 2013.
Torcendo muito pela sua vinda definitiva pra cá!!!

Super informativo curso sobre comida ecológica. Deu uma super base de conhecimento para fazer os sucos, o que comer para lanche, como fazer saladas e mix de vegetais, sopa e sobremesa. Adorei! Super fácil e rápido de preparar e muito nutritivo.
Obrigada pelo treinamento e carinho Daniel.
Simone - Dubai - 23/10/2012

Curso maravilhoso, ultra-produtivo, com impacto imediato na alimentação, enfim é maravilhoso saber que pode-se comer muito bem somente com verduras, legumes e frutas. Mudanças radicais a serem feitas. Boa sorte Dani trabalho excelente.
Christiane Williams, Dubai 23/10/2012

It was really interesting and very good. Thank you very much!
Lanne

Daniel's food coaching was very informative, his approach is flexible and offer's support for all types of people whether to maintain weight, cure or energize which was refreshing. It was great to see how easy it can be to make a super yummy meal yet nutritious. He improvises which makes the whole experience of cooking more real and achievable by all. Fantastic training. Waad. Dubai 22/10/12

Daniel, muchas gracias por compartir tus conocimientos con nosotros. Me encanta tu forma de ensiñar y tu "paciencia" con nosotros. Ojalá puedas volver a Dubai y hacer una parte 2 del curso.
Claudio

Querido Daniel,
Muuuuuuuchissimas gracias por teus valiosos conocimientos!! Aqui es estaremos para una segunda parte.
um bezo, Veronica

Daniel,
Mil gracias por la cena tan deliciosa, y el postre estava fenomenal. Espero verte de nuevo.
un abrazo,
Doraliz

Daniel,
Ha sido un placer la mañana que compartimos!!! La alimentacion és un acto sagrado y vos ayudar a concientizarmos de eso!!! Muchissimo exiteo en Dubai y todo el mundo!!!
Marcela, Dubai 30/10/12

Querido Daniel,
Si logno cambiar mi alimentacion, como el ciclo de transformación, que a partir de Joaquin empecé... o lo abro a miles de possibilidades que sé que estais ali para descubrir.
Gracias, Belém


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Novidades Ecológicas

Melhores equipamentos para Cruzinha Viva

Os 6 Melhores equipamentos para uma Cozinha Ecológica

Nesta página você vai encontrar tudo que você precisa para conhecer o que há de melhor em nutrição no mundo, estes esquipamentos podem ser substituídos por outras marcas, mas posso dizer que nestes 15 anos, estas foram as melhores marcas e modelos de equipamentos que já usei.

 

Facas artesanais

Peso: 1,40kg com estojo

Uso: Cortar vegetais, picar ervas, fatiar vegetais.

Garantia de durabilidade do fio: 9 anos

Existem vários modelos

Durabilidade do corte: Vai depender do uso e do seu carinho em guardar, cuidar do que cortar e como cortar. Mas em média uma vez por mês você irá passar uma pedra bem fina 3 vezes de cada lado apenas para redirecionar as micro partículas do fio.

Onde comprar:

 www.Burza.com.br

 

 

Garrafa Térmica (Não importa a marca)

Bonus: Apostila de Suco formato Digital

Uso: Levar suco verde para onde quer que você vá, pode ser o maior diferencial para sua saúde. Faça sucos com bastante folhas verdes e não coe.

 

 Panela Furada ou coador de voal

Bonus: Apostila digital como montar sua panela furada, vídeo ensinando a fazer sua própria panela furada

Uso: Coar o suco, separar fibras de sementes, melhorar a textura de sopas, etc….

Garantia: 1 mês

 

 Liquidificador Vitamix

Um dos melhores equipamentos para uma cozinha viva. Com este equipamento você não precisa de uma centrífuga. Juntando uma panela furada com este equipamento você pode fazer 90% de nossas receitas. Recomendo fortemente esta marca por conhecê-la desde a filosofia de seus criadores e as pessoas que divulgam esta marca pelo mundo crudívoro.

 

 

Desidratator

Esta é na minha opinião a melhor marca de desidratadores que já usei, este é mais um dos equipamentos essências para uma culinária viva. Suas bandejas são fáceis de limpar, as telas são de excelente qualidade, a capacidade do motor é incrivelmente forte o que possibilita secar alimentos sem destruir suas enzimas.

 

 Processador de alimentos

Um ótimo produto para facilitar o seu dia-a-dia!
Processe seus alimentos com mais praticidade.

-Alta potência: 500W de potência para processador vários alimentos.
-Múltiplas velocidades: duas velocidades + pulsar para processar e finalizar receitas.
-Multifuncional: 5 acessórios que fazem facilmente 16 funções.limpar, as telas são de excelente qualidade, a capacidade do motor é incrivelmente forte o que possibilita secar alimentos sem destruir suas enzimas. 

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Novidades Ecológicas, Publicidade

Qual o melhor liquidificador para a Alimentação Viva Ecológica Detox

Vale a pena comprar um super liquidificador?

 

Um liquidificador caro é necessário para ser saudável? Não, ajuda, sim.

Conheço pessoas que são 100% crudívoras a anos e nunca usaram um destes. Você tem um perfil simplificado? Gosta de coisas simples? Não vai precisar de um destes. Gosta de complicar, de coisas sofisticadas? ixi, lascou, prepare o bolso.

Porque comprar?

1) Rapidez

Você prepara um suco em 3 segundos! Não importa se tem gelo, raízes, ingredientes duros, estes tipos de liquidificadores irão triturar tudo. 

O Suco de luz do sol por exemplo, só precisa coar uma única vez.

2) Força

Eles são super resistentes e mesmo para usuários comuns, vale a pena pois é um investimento para a a vida toda.

Não quebra, não estraga, são muito bem pensados. Não oxida as peças. Nos EUA o vitamix dá 10 anos de garantia. Que empresa no Brasil daria este tipo de garantia?

3) Versatilidade

Thermomix é o que mais surpreendente, tem tudo, balança, processador, triturador, aquece e cozinha.

Você escolhe a temperatura e ele aquece líquidos. Cozinha no vapor e pesa os ingredientes. 

4) Necessidade

Infelizmente para dar um passo mais alto na Alimentação Viva Detox você tem que ter um bom liquidificador. Manteigas, sorvetes, leites, cremes, só terão uma textura super especial em uma máquina destas.

5) Problema

Custo elevado.

Existem muitas marcas, estas são as melhores que já usei, nestes 15 anos de mudança de dieta:

1) Blendtec

http://www.blendtec.com/

2) Vitamix

http://www.vitamix.com/

3) Thermomix

http://www.thermomix.com.br/

Vou separar por partes

Lâmina:

Todos tem ótimas lâminas, mas o Thermomix pode ser o mais fácil de quebrar. Pois ela é muito larga, isso gera uma força de torque absurda. Sendo assim cuidado se vai usar este modelo. Ele não bate tão bem e tão rápido quando o 1 e o 2.

Beleza:

1) Blendertech: Lindo
2) Vitamix: Feio
3) Thermomix: Estranho, apesar que o último modelo está bem futurista.

Minha opinião!

Espaço que ocupa na cozinha:

1) Blendertech: Pouco
2) Vitamix: Médio
3) Thermomix: Muito

Mas como o modelo 3 economiza várias coisas na cozinha então nem é tanto espaço assim, digo isso pois algumas cozinhas tem um espaço entre a bancada e os armários tão pequeno que nem cabe o vitamix, veja as medidas da sua cozinha antes de comprar.

 

Força do motor:

1) Blendertech: Forte
2) Vitamix: Forte
3) Thermomix: Forte

Igual para todos!

Força das peças:

1) Blendertech: Forte
2) Vitamix: Forte
3) Thermomix: Forte

Copo do 3 é de inox, amo isso!

 

Multi-função:

1) Blendertech: Liquidifica, esquenta, mas muito lento e muito barulho para isso.
2) Vitamix:Liquidifica
3) Thermomix:Liquidifica, aquece, pesa, processa, mistura, tritura! Show.

Thermomix é igual consultor, sabe de tudo um pouco mas não é bom em nada. Para uma casa, show, mas não é um processador igual a um processador de verdade, não liquidifica igual aos modelos 1 e 2. Sendo assim, eu profissionalmente falando prefiro ter 3 equipamentos, uma batedeira, um liquidificador e um processador. Mas para casa eu não teria problema algum.

Preço:

1) Blendertech: $300 a $600
2) Vitamix: $300 a $600
3) Thermomix: $1000

Dolares!

Cansei de atualizar os valores neste post, agora coloquei em dólar pois o real muda tanto que assim fica mais fácil de saber quanto vai ter que investir.

Volume do copo:

1) Blendertech: Copo pequeno 500ml, copo grande 1,5L
2) Vitamix: Copo pequeno 500ml, copo grande 1,5L
3) Thermomix:900L

Gosto do vitamix, pois pode comprar diferentes copos.

Aqui não é o volume dos copos e sim, até at pode colocar. Os copos podem caber mais, mas esta foram as medidas que achei ideais para trabalhar.

 

Eco-Material:

1) Blendertech: Plástico
2) Vitamix:Plástico
3) Thermomix: Inox.

O modelo 3 é de inox o que é fantástico para evitar intoxicação por plásticos, sendo assim sem

dúvidas este é um ponto muito forte.
Estudos mostram que o material que é usado nos modelos 1 e 2 não são tóxicos, mas eu adoraria

que todos fossem de inox.
Vidro é muito complicado, pode quebrar ou lascar.

Eu diria que o modelo 3 seria o melhor.

Garantia:

Todos as marcar dão garantia lá fora, se comprar aqui também terá aqui. Mas se comprar lá fora e querer pedir ajuda aqui, vai ter grande dificuldades.

Onde comprar:

1) Vitamix (caseiro e comercial)

Versão Caseira:

Modelo Home (para uso caseiro): Compre na Amazon e mande entregar na Skybox.net
Lembre-se que não tem garantia no Brasil.

Versão comercial: 
Dois modelos:
a) Drink machine: (para bebidas)
Lâmina para gelo, copo de 1,4litros, policarbonato 1500w de potência
R$2.530

B) Vitaprep (para alimentos)

2 litros, lâmina para alimentos, 2235w
R$3.200
Este é a melhor opção para alimentos.

Assistência dentro e fora da garantia para todo Brasil
Gastos de entrega pelo cliente.
Apresentando defeito envie para nossa assistência técnica que será enviado de volta (gastos por parte do cliente)

http://www.bras.com.br/

2) Blendertech
www.libermac.com.br

3) Thermomix

(32) 9 88765581 Uma amiga está vendendo.

 

Minha escolha:

Vitamix

Modelo Home que vende somente lá fora.

Se for comprar aqui, compre o Vitaprep.

 

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Novidades Ecológicas

Entrevista de Dr. Joseph Mercola com Ginny Bank sobre Clorela e Espirulina

Super Entrevista sobre as super Algas

Um dos melhores benefícios  das micro algas seria para os vegetarianos e veganos que querem um aporte maior de proteínas e vitaminas do complexo B a partir de uma fonte não-animal, porque as vitaminas B e proteínas normalmente vêm de origem animal.

Então, se você é vegetariano ou especialmente se você for um vegan, clorela é uma ótima maneira de se obter essas proteínas e assim obter as vitaminas B que você normalmente não consegueria por não comer produtos de origem animal.

Clorela é também um desintoxicante. Ela repara os tecidos nervosos além de ser um grande potenciador do sistema imunológico. Ela pode melhorar a digestão, promover um pH saudável no intestino, pois ajuda os microorganismos e as bactérias boas. Possui um grande potencial diversificado, nutricionalmente falando.

DM: A Espirulina é um outro tipo de alga que é freqüentemente confundido com clorela e tem muitas das mesmas características.
GB: É verdade. É também uma boa fonte de proteína vegetal. Na verdade, ela tem ligeiramente mais proteína que a clorela.
Basicamente a diferença entre elas é que apesar de ambas serem algas, uma é alga verde-azulada e a outra é uma alga verde. Elas têm diferentes perfis nutricionais. Ambos são de alta proteína, mas a Espirulina é maior em B12. Possui uma enzima antioxidante superóxido dismutação. São ricas em ácidos graxos essenciais( tanto ômega 3 quanto ômega 6).

Clorela tem mais clorofila. Ela tem altos níveis de nucleotídeos de RNA e DNA e possuem altos níveis de betacaroteno. Muitos profissionais  na área de saúde recomendam tomar as duas. Elas não disputam e sim se complementam. Uma combinação das duas que realmente será a força motriz nutricional.

DM: Um dos benefícios do clorela, pelo menos que eu estou familiarizado com Dietrich Klinghardt, seria  de que ela pode extrair metais pesados do nosso corpo. Ela se liga muito fortemente a estes metais pesados. Eu não acredito que isso seja uma característica da espirulina.

GB: É verdade. A parede celular da Clorela é capaz de atrair compostos de metais pesados e em alguns casos, até mesmo certos pesticidas.

Você precisa estar recebendo pelo menos 4 gramas por dia de clorela para se   obter os benefícios que ela proporciona.

DM: É melhor tomar tudo de uma vez ou dividir ao longo do dia?
GB: De uma só vez na primeira refeição do dia.

DM: Muitas pessoas, na minha experiência, tendem a se tornar um pouco enjoadas quanto ao uso de microalgas pela primeira vez.
Qual é a sua experiência com isso e você tem alguma recomendação?
GB: Uma das razões pode ser a desintoxicação do corpo.  Muitas vezes elas proporcionam um pouco de  náuseas ou diarréia. Isso deveria passar depois de 3 dias. Muito disso é o resultado  da capacidade da Clorela  de afixar os metais pesados do corpo e conduzí-los para as fezes. Antes de entrar nas fezes,a clorela  sai das camadas de gorduras para a corrente sanguínea, o que pode levar a determinadas pessoas a sentirem dores de cabeça e enjoo.

MS: Então o ideal é começar com doses menores no início?
GB: Sim. Vai aumentando aos poucos . Isso é realmente
uma dica muito boa.

DM: Qual seria a melhor maneira de se estar utilizando estas  algas :sozinhas, com água ou nas refeições?
GB: Eu acho que é a melhor maneira de consumí-las ,seria tomando  com algum  alimento para se evitar as náuseas Mas isso não acontece a todos. Ou na forma de pó nos alimentos.

 

Clorela ajuda a desintoxicar Dioxina em ratos
http://jn.nutrition.org/content/129/9/1731.long


 

 

 

 

 

 

 

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Novidades Ecológicas

Germinar sementes – Germinação – Brotos – Como fazer

Técnicas do processo de germinação

Germinar

Aprenda uma das técnicas mais importante de preparar alimentos.

Aula (gratuita) sobre germinação do curso Chef Ecológico:

https://comidaecologica.com.br/bemvindo/course/germinacao/

Por que germinar?

A germinação proporciona:
- Aumento da energia vital das sementes. (não calculável)
- A perda dos elementos químicos e biológicos que agridem a flora intestinal humana, chamados de fitatos.
- Auxilia na digestão;
- Melhora o sabor e textura;
- Economia de energia pois não há necessidade do  cozimento e caso queira cozinhar levará menos tempo.

Qual semente posso germinar?

Todas que estão vivas e não foram torradas.

Qual semente mesmo germinada ainda não é possível ou agradável de comer?

Feijão
É possível o consumo cru de algumas espécies, mas não é recomendado fazer uso diário. 

Arroz
Muito duro para ser consumida cru, porém pode fazer leite, bata com água e coe.

Exceto arroz selvagem. Ele é negro e fininho. Ele sim pode se comer cru, se germinado.

Você deverá deixar de molho por 48h , jogar a água fora a cada ciclo de 12h.

Milho
Ainda fica muito dura, use para plantar e fazer grama. Tem um sabor menos forte que a grama de trigo. (Milho verde não germina se come assim como está, nem precisa cozinhar, é perfeito para misturar com farinha de linhaça e usar no preparo de panquecas)

Milho de pipoca
Muito duro para ser consumido cru, utilize para plantar gramas (iremos explicar em outra aula)

A grande verdade que a humanidade basicamente só se alimentar destes grão, então não se preocupe em não poder comê-los pois geralmente são as sementes que sempre sofrem o problema de excesso de agrotóxicos pois são as que são plantadas em grandes escalas e também a questão dos transgênicos pois são as mais comercialmente exploradas. Mudou de dieta, mude os ingredientes. Com o processo de germinar você irá conhecer tantas outras sementes muito mais nutritivas que não irá sentir falta. Mesmo que só seja possível comer estas sementes cozidas recomenda-se germiná-las para melhor seu poder nutritivo e digestivo.

Mesmo que você irá cozinhas as sementes, germine antes, evita gases.

Se liga

Existem alguns experimentos científicos que comprovam uma melhora na produção de leite de animais que foram alimentados com sementes germinadas.

Dica

Jogue a água fora da germinação. 

Qual semente não germina?

Se estão vivas, todas as sementes germinam, porém não são todas que apresentam raiz primária como é normal. As castanhas e os arrozes, por exemplo, não apresentam esta propriedade.

Todas as sementes que  tem casca germinam exceto castanhas.

Sementes que não estão com sua casca ou pele não germina.
Nozes, girassol sem casca, cevadinha sem casca.

Exemplos de sementes que apresentam o broto:

Trigo, Lentilha, Grão de bico, Amendoim, Couza, Nabão (não use no suco), Milho  e milho de pipoca, (não se consome, mesmo que germinada, apenas plantada.)

Exemplos de sementes que apresentam o broto mas que não se deveria deixar germinar muito:

Linhaça, Alpiste, Painço.

Exemplos de sementes que não apresentam o broto:

Castanha-do-pará, Nozes, Amêndoa, Cevadinha sem casca.

Goitogens

Goitrogens são substâncias que perturbam a produção de hormônios da tireóide por interferir com a captação de iodo na glândula tireóide. Isso faz com que a pituitária libere o hormônio estimulante da tireoide (TSH), que promove o crescimento do tecido da tireoide, levando ao bócio.

Quais os melhores sementes para usar no suco de luz do sol?

O sabor é particularmente variado. Sendo assim o melhor é você provar e aprender a identificar qual melhor lhe agrada.

Girassol, gergelim, linhaça, são as minha favoritas.

Quais as melhores sementes para usar em uma salada?

As recomendadas são as que têm a casca macia.

Exemplos:

Lentilha, alfafa, feijão mugi, castanhas, soja branca, nozes.

Como posso germinar as sementes?

80% dos casos, lavar - deixar de molho por 8h, deixar escorrendo por 8h, lavar e usar.

Fitatos


O ácido fítico (também conhecido
como fitato quando em forma de sal) é uma forma utilizada pelas plantas para,armazenamento

de fósforo.[1] No entanto, não é uma fonte de fósforo nem nos humanos nem nos animais não ruminantes.

O ácido fítico é um forte quelante de minerais essenciais como o cálcio, magnésio, ferro e zinco, e por conta disso pode contribuir para deficiência desses minerais em pessoas cuja dieta dependa de alimentos ricos em ácido fítico como fonte nutricional, como pessoas de países em desenvolvimento e os vegetarianos (especialmente

de proteína no caso dos vegetarianos).[2] Em decorrência disso, o ácido fítico é considerado um

anti-nutriente.[1] Para pessoas que já possuam um baixo consumo de minerais essenciais, seus efeitos podem ser indesejáveis.

Existem outras sementes que são imersas por menos tempo?

QUINOA: 4h dentro d'água, 4h respirando.

Minhas sementes estão ficando mofadas?

Nestas  hipóteses:
1.Estão velhas e por isso algumas sementes entram em decomposição;
2.Ficaram por mais de 8 horas dentro d`água;
3.Ficaram por menos que 4 horas dentro d água;
4.São sementes que sofreram irradiação e estão mortas;
5.Não foram corretamente escorridas, ou estão armazenadas em ambiente úmido.

As sementes que germinei posso dixar na geladeira

Pode, mas evite. Germine o que vai usar no dia.

Vivemos em uma cultura de prioridades invertidas. Cuide das suas sementes como seres vivos. 

Não faz sentido deixar na geladeira. Irá perder o mais importante, a energia vital.

Acabei de germinar as sementes, mas elas apresentam um cheiro desagradável parecido com podridão.

O que fazer?

1.Lavar muito bem com água corrente;
2.Cheirar novamente;
3.Continua desagradável. Jogar na compostagem ou no lixo e reiniciar o processo prestando muita atenção aos horários;
4.Repetiu o processo. Trocar de semente ou não comprar mais desta marca ou loja;
5.Se o problema persistir, não germinar mais esta semente nesta época do ano;
Caso haja maiores dúvidas, envie-nos um e-mail comentando sobre a semente para ajudarmos a descobrir o que pode estar acontecendo.

Sementes que devem seguir estes processo:

Linhaça e trigo sarraceno pois produzem uma líquido espesso que impossibilita de utilizar os processos anteriores.

Problemas que podem ocorrer:

Deixar tempo demais na água

Como saber se isto aconteceu?

Se tem bolhas na superfície da água.

Limpar as sementes

Coloque suas sementes em água oxigenada

Lave suas sementes
Coloque 2 colher de sopa de água oxigenada (10%)

por 10 min em 1 litro de água. Lave novamente.
Coloque de molho por

4h - sementes sem pele e sem semente 8h - sementes com pele
16h - sementes com pele e com casca

Germinação no prato

  • 1º Passo 
  • Modo de preparo
  • Dicas

Modo de preparo:

1- Colocar de molho a semente a ser germinada

2- Passadas 8 horas escorrer toda a água, usando os dedos como peneira.

3- Colocar as sementes em um prato e cobrir com outro prato, de preferência dois de mesmo tamanho. Ex: Pratos lisos nas bordas e sem relevos. Pratos de sopa são ideais.

4- Depois de um dia e meio as sementes estarão prontas para consumo.

Atenção:

Lavar as sementes somente no momento de serem consumidas. Este sistema permite uma humidade perfeita para o crescimento contínuo e acelerado pois utiliza o próprio calor exalado pelas sementes para  aquecer o sistema.

Como saber se passei do tempo de germinação?
Somente provando, experimente a semente  8horas depois, se tem gosto ruim e cheiro ruim é porque morreu. Porém antes de provar, lave pois o líquido que fica em volta das sementes pode te enganar. Esquecer de lavar as sementes depois de 4 horas  que tirou da água

Aspecto visual:

Se é um a semente que vai ter rabinho, você irá notar que os rabinhos ficaram amarelados com cara de podre.

Como solucionar?
Somente provando, experimente a semente, se tem gosto ruim e cheiro ruim é porque morreu. Cuidado, pois se você mora em um clima seco esta sementes pode ter secado muito e não ter gosto forte, porém pode estar cheia de bactérias. Em caso de dúvida não coma, mesmo que não tenha um gosto muito forte.

Quanto tempo eu deveria deixar germinando?
Estas informações serão aplicadas para uma temperatura de 25ºC.

-Para as cidade muito abafadas ou em dias de verão em cidade litorâneas, o tempo fora do ar cai pela metade.
-Para casas com aquecimento em lugares muito frio o tempo fora dágua deve ser reduzidos em 1/3. Ou seja ao invés de 6 horas 4horas por exemplo.
-Para cidades frias dobrar o tempo de fora água deve ser aumentado.

Quando vou saber a hora de comer?

Algumas dicas visuais que podem ajudar,  a lentilha (passou da hora de consumir), quando começa a aparecer manchas marrons significa que já passou.

Não é isso que você quer colocar no seu corpo é? Tudo bem que temos 100.000.000.000 delas, mas são específicas, invasoras fazem com que nosso corpo gaste muita energia para se defender do ataque. Quando há formação de bactérias nos brotos, se torna um problema difícil de solucionar pois elas estão dentro do corpo do boto, ou seja, lavar não adianta, por isto devemos estar bastante atentos as este detalhe no processo de germinação.

Feijão ou soja (tamanho perfeito para consumo)
O feijão verde não é muito digestivo, então não como muito.

Trigo (passou da hora)
Uma regra geral que pode ajudar muito é que quando aparece as folhinhas já não serve mais, ou melhor,  o risco que já passou é grande. Com excessão da alfafa.

Pdf sobre germinação:

Clique aqui

Tabela de germinação: Em breve

Clique aqui para baixar

Regra geral

Dentro água

Respirando

Respirando

Semente

Sem pele e sem casca

Com pele

Com casca

Cidades quentes

6h

6h

6h

Clima ameno

8h

8h

8h

Cidades frias

10h

10h

10h

Sementes exceções a  regra

Semente

Dentro água

Respirando

Respirando

Quinoa

4h

4h

4h

Arroz

24h

12h

12h

Pinhão

48h

24h

24h

Castanha portuguesa

24h

24h

24h

Arroz selvagem

24h

12h

12h

Falon, Sally. Nourishing Traditions Cookbook Revised Second Edition page 5122 Wilderness Family Naturals website found at http://www.wildernessfamilynaturals.com/nuts_soaked_dried_organic.htm on April 6, 20063 Fallon, Sally. Nourishing Traditions Cookbook Revised Second Edition page

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 Dilutions website found at http://www.wellesley.edu/Biology/Concepts/Html/ volumetovolume.html on April 7, 2006

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 Allbritton, Jen. Wheaty Indiscretions. Wise Traditions Magazine Spring 2003 page23

 Diaz, Maureen. Traditional Foods Preparation Workshop Video

 Pitchford, Paul. Healing with Whole Foods, Asian Traditions and Modern Nutrition, Chapter 37 pages 506 to 529

 Ibid. page 51219 Ibid. page 514

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